quinta-feira, 10 de março de 2022

SECRETARIA DE SAÚDE DE CARUARU INTENSIFICA O PROGRAMA GESTANTE SEGURA

A ação foi criada para garantir acompanhamento de mulheres grávidas e evitar a infecção por arboviroses




O programa Gestante Segura, que busca prevenir as arboviroses em gestantes domiciliadas em Caruaru, foi implantado em 2016, e, desde então, vem realizando visitas às residências das gestantes, onde são feitas vistorias no imóvel para detecção do foco do mosquito Aedes aegypti e dar orientações para uma gestação segura. Do início do programa até agora, mais de 10 mil grávidas já receberam acompanhamento.

Esse acompanhamento é fundamental para previnir arboviroses e suas possíveis complicações, tanto para a mãe quanto para o bebê. Em Caruaru, no mês de janeiro de 2022, foram notificados 28 casos de dengue, 28 de Chikungunya e nenhum de Zika Vírus. Já no mês de fevereiro, apenas um caso de dengue foi notificado.

As arboviroses, como dengue, Chikungunya e Zika, são doenças epidêmicas transmitidas pela fêmea adulta do mosquito Aedes aegypti. Devido ao surgimento de novas doenças, a exemplo da Covid-19 e da Influenza H3N2, que podem gerar confusão na população quanto ao diagnóstico, muitas pessoas deixam de procurar as unidades de saúde, gerando subnotificações.




O médico Paulo Gustavo explicou que, no início, é difícil diferenciar que tipo de doença o paciente pode estar acometido, uma vez que são muito parecidas entre si. Mas reforçou sobre a gravidade da doença entre as gestantes.

“Uma das consequências mais importantes da contaminação por arbovírus durante a gestação é a síndrome congênita, conhecida como microcefalia, causada pelo Zika vírus. Mas ela não é a única alteração que a doença pode trazer. Alguns bebês podem desenvolver hidrocefalia, que é um aumento na quantidade de líquido no cérebro, que pode fazer com que a cabeça do bebê cresça além do normal”, disse.

Outras consequências da infecção da síndrome congênita ligada ao Zika vírus que podem ser transmitidas ao bebê, em menor ocorrência, são as calcificações e as alterações do córtex cerebral, bem como outras mais leves, a exemplo de atraso no desenvolvimento, dificuldades no aprendizado e atraso na fala.

O médico falou ainda sobre como as gestantes podem evitar a contaminação. “A prevenção se dá com a erradicação do vetor, evitando criadouros do mosquito Aedes aegypti. Um outro cuidado é o uso regular de repelentes. É importante lembrar que não pode ser qualquer repelente. É necessário ser produtos específicos para a gestação e com uso sob orientação médica”, explicou.