quinta-feira, 4 de novembro de 2021

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA ESCOLA

Este aprendizado poderá impactar no desenvolvimento de uma nação financeiramente educada, consciente, autônoma no seu processo de decisão e menos endividada




Em 2020, o Ministério da Educação (MEC) tornou obrigatório o ensino de educação financeira nas escolas, para que os estudantes comecem a ter noções básicas de economia e finanças.

O momento que o Brasil está passando se tornou o cenário ideal para se discutir sobre a importância da alfabetização financeira de crianças e jovens, além de analisar o impacto desse contexto na economia do Brasil, como por exemplo, a quantidade de brasileiros que estão inadimplentes. Atualmente, 62,5 milhões de pessoas estão com dívidas e metade delas com toda sua renda comprometida, segundo a Serasa (dados de maio de 2021).

“A partir do momento em que uma criança ou adolescente consegue entender a importância de uma responsabilidade financeira e passa a aplicá-la no dia a dia (na feira de casa, guardar algum valor em poupança, investir, bem como gastos relativos a lazer), a consciência sobre o tempo que se emprega para adquirir o valor necessário para possuir algo, pode guiar esse novo adulto para novas reflexões sobre responsabilidade social e, por exemplo, causar impactos positivos sobre a sociedade, dependendo da área de atuação desse adulto. A busca pelo equilíbrio social depende do conhecimento que se tem sobre os aspectos que o rodeia, e um desses aspectos é a educação financeira”, explicou o professor do Colégio GGE, Hugo Rioli.

A construção de uma consciência financeira nas escolas pode impactar de imediato a rotina das famílias, já que os estudantes costumam levar os conhecimentos adquiridos para dentro de casa, colocando em prática o que foi aprendido na sala de aula. Com o passar do tempo, este aprendizado poderá impactar no desenvolvimento de uma nação financeiramente educada, consciente, autônoma no seu processo de decisão e menos endividada, transformando-se num bem social para o país.

Além das grandes vantagens para o país, a educação financeira também trás aos alunos a forma ideal de conceituar os bens e o dinheiro, não deixando que este seja o ponto principal no decorrer da vida adulta. “É possível minimizar a importância de reter grandes quantidades monetárias como prioridade de vida, e desviar o olhar para o fato de que o dinheiro pode ser tido como ferramenta para um fim, e não como um fim propriamente dito, resgatando, assim, uma certa humanidade que, aos poucos, temos deixado para trás”, enfatizou Rioli.

Com todos estes fatores, a educação financeira vem ofertar ferramentas para que o aluno perceba que ele pode ter uma vida melhor, tem a possibilidade de se planejar financeiramente, e principalmente, ajudar na construção de um país mais estruturado e próspero.