Na próxima quinta-feira (26), a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, recebe o projeto Reescrevendo Novos Caminhos – ação de inclusão pela leitura da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP). A iniciativa tem como objetivo levar escritores para rodas de conversas nas unidades prisionais, também doando livros que serão trabalhados dentro do Programa de Remição pela Leitura. Autor do título Música para o povo que não ouve, o músico, compositor e ativista social Cannibal, vocalista e baixista da banda Devotos, falará sobre sua trajetória e de que forma a literatura e a educação impactaram a sua vida.
O evento na Penitenciária Juiz Plácido de Souza contará com a presença do diretor da unidade, Romero Timóteo; do secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco, Paulo Paes; e do presidente da Cepe, João Baltar Freire. O projeto Reescrevendo Novos Caminhos recorre à literatura para destacar a importância da leitura enquanto instrumento de desenvolvimento pessoal e de reintegração social. A ação foi iniciada em novembro do ano passado pelo Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, também com a presença de Cannibal. A previsão é que a ação envolva outros autores e autoras da Cepe em edições que atenderão outras unidades prisionais masculinas e femininas selecionadas pela SEAP.
Para Cannibal, o projeto Reescrevendo Novos Caminhos é antes de tudo um aprendizado. “Essa experiência é uma grande troca porque falo sobre a minha vida e ao mesmo tempo tenho a oportunidade de conhecer a vida de tantas pessoas que podem ter seus erros recuperados pela arte", destaca.
Livros - Livros de autores e autoras convidados para participar do projeto são doados pela Cepe às unidades para que possam ser trabalhados em sala de aula dentro da proposta do Programa de Remição pela Leitura - em que cada livro lido e trabalhado em uma redação pelo detento permite a redução de até quatro dias de pena (com limite de 12 obras por ano). Em paralelo, a editora também doa, através do seu projeto Caixa de Leitura, cerca de 50 títulos (de gêneros diversos) para suprir as bibliotecas internas.
Foto: Daniela Nader

