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O espaço funciona no maior Centro de Artes Figurativas das América e está com exposição gratuita em cartaz, a NOVA FORNO
Marcada pela emoção, entusiasmo e encontro de artistas das artes visuais, a Galeria Boi foi inaugurada fisicamente nesta quinta, 27, em Caruaru, no Alto do Moura, com direito à abertura da exposição NOVA FORNOS, que tem curadoria de Carlos Mélo. O espaço atua como polo de pesquisa, documentação e exibição de produções artísticas contemporâneas, com foco em práticas conceituais e contra-hegemônicas, especialmente oriundas do Agreste pernambucano e outras localidades nem sempre mapeadas no escopo do circuito de arte dito “oficial”. O espaço tem a perspectiva que alia formação crítica, agenciamento e orientação de seu elenco.
Fundada em 2021, em Caruaru (PE), a 130 km do Recife, a Galeria Boi é uma extensão do projeto artístico Primeira Bienal do Barro do Brasil, idealizada pelo artista e diretor Carlos Mélo, em 2014, e apresentada na mesma cidade. “A Galeria Boi é a materialização de um sonho e poder presentear Caruaru e as pessoas do Agreste com este espaço é motivo de muita felicidade, uma vez que esta região tem uma economia vibrante, mas que historicamente lhe foi negada a formação simbólica necessária para que a arte circule, seja debatida e valorizada”, comenta Mélo.
A professora universitária e artista de Campina Grande Oriana Duarte, pesquisadora do corpo humano, dos sentidos simbólicos e da representação de gênero, que tem duas obras suas expostas na galeria, esteve presente na inauguração e sua reação de emoção, ao entrar na galeria, chamou atenção. “Eu não sabia o que ia encontrar aqui. Ainda não consigo dizer o que estou sentindo, mas ao ver tudo isso, a certeza é de que nós somos envolvidos pela arte”, pontuou.
A Galeria Boi funcionará sempre de quarta a sábado, das 14h às 18h, na Rua Mestre Vitalino, 79, no Alto do Moura, em Caruaru. A exposição NOVA FORNOS ficará em cartaz até o dia 27 de janeiro e a visitação é gratuita.
EXPOSIÇÃO NOVA FORNOS
O público encontrará na mostra formatos e linguagens variados, como as pinturas com formas de botijas de Rafael Chavez, os objetos aceleradores de partículas de Oriana Duarte, os monstros coloridos de barro de Ratinho, as pinturas faladas de Pedro Vinício, as fissuras político-ambientais de Edson Barrus Atikum, a reescrita histórico-documental de Beto Shwafaty, o corpo como máquina de guerra nas instalações de Paul Setúbal e as narrativas diaspóricas da performer Beatriz Albuquerque. São obras que se cruzam em torno de questões ligadas ao território, à ancestralidade e à experimentação estética.
Conta com obras de Rafael Chavez (PB), Oriana Duarte (PB), Ratinho (PE), Pedro Vinício (PE), Edson Barros Atikum (PE), Beto Shwafaty (SP), Paul Setúbal (SP) e Beatriz Albuquerque (Portugal).
Com curadoria de Carlos Mélo, a mostra reúne 20 trabalhos de oito artistas de gerações e territórios distintos, com a proposta de apresentar um recorte da arte contemporânea em sua diversidade estética, política e experimental para além dos eixos estabelecidos do circuito de arte.

