quarta-feira, 27 de abril de 2022

COMO LIDAR COM O AUTISMO NA ESCOLA

É importante que todos estejam preparados para acolher quem possui esta especificidade, dando-lhe segurança e, ao mesmo tempo, construindo o seu aprendizado




De acordo com as estatísticas, existem hoje, no Brasil, aproximadamente 2 milhões de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista, também conhecido como autismo. Automaticamente, o crescimento do número de matrículas de crianças com este tipo de deficiência vem aumentando e com elas a quantidade de dúvidas a respeito de como trabalhar com autismo na escola.

Isso ocorre pois, além do déficit de capacitações voltadas à inclusão desses alunos, o Transtorno do Espectro Autista possui diferentes graus e especificidades.

São diferentes graus e especificidades que a pessoa com Transtorno do Espectro Autista pode ter: algumas têm sensibilidade ao toque, outras ao barulho e tem aquelas que se incomodam com o excesso de luz. Na maioria das vezes, a comunicação e a interação social são, também, afetadas.

Porém, mais do que promover acesso à escola, é preciso incluir esses alunos. O que é diferente de integrar ou socializar, sobretudo que se desenvolvam, tanto cognitivamente, quanto afetivamente, tornando-se autônomos e protagonistas de seu aprendizado.

Com a finalidade de prover este tipo de ambiente, uma instituição de ensino particular localizada no bairro Universitário, em Caruaru, possui vários projetos inclusivos e um deles é o Grupo Semear, criado pelo Serviço de Orientação Educacional e Psicológica (SEOP), que consiste em reunir adolescentes, subdivididos por segmento escolar e idade, para despertar características e capacidades individuais e coletivas, abordando temas importantes para o convívio social, com a finalidade a de oferecer ao aluno um olhar sensível e amadurecido às questões sociais que permeiam o nosso contexto, além de plantar e nutrir as seguintes vivências, como: empatia, consciência social, compaixão, responsabilidade, liderança, autonomia, motivação, autoestima, entre outros.

“A temática do autismo é trabalhada de forma mais específica no mês de abril pela campanha do Abril Azul e por se tratar de um mês inteiramente voltado à conscientização e mobilização acerca de todo o contexto do TEA, que proporcionassem conscientização e inclusão sobre o autismo. Os nossos alunos do Ensino Médio construíram uma cartilha sobre o autismo, incluindo o relato de uma aluna do 4º ano do Ensino Fundamental contando como é ser autista num textinho cheio de carinho e amor-próprio. No dia 04 de abril os alunos do Semear recepcionaram pais e alunos na entrada da escola, entregando uma fita azul, símbolo da conscientização sobre o TEA, sinalizando o início da campanha que acontecerá durante todo o mês. Aconteceram postagens no Instagram do Grupo Semear, criação de vídeos pelos nossos alunos, reportagens etc. Ainda em abril, teremos outras ações que sinalizam a importância de continuarmos conversando sobre a temática para aumentarmos a consciência e diminuirmos o preconceito”, explicou Milena Lucena, psicóloga do Colégio GGE.

O autismo é considerado um transtorno no desenvolvimento humano que pode afetar diversas áreas da vida, como a comunicação, a fala, o comportamento, os interesses e até mesmo a expressão dos sentimentos, por este motivo é preciso que a instituição e a equipe estejam preparadas para acolher todos que possuam esta especificidade, dando-lhe segurança para conquistar a confiança do aluno e, ao mesmo tempo, proporcionar atividades que construam o seu aprendizado.

“Entendemos que o Projeto Semear, assim como outras abordagens em sala de aula é muito importante para que tenhamos maior consciência sobre o autismo, e, principalmente, cada dia mais crianças felizes e socializadas em ambiente escolar, principalmente crianças que tragam alguma demanda específica no desenvolvimento global ou pedagógico. Queremos ensinar sobre respeito, empatia e amor entre as crianças, e nada melhor do que aprender e ensinar numa prática diária de autonomia, cuidado mútuo e atenção às diferenças”, concluiu a psicóloga.

Texto: Fernanda Vilas Bôas

Programação do São João de Caruaru 2022