sábado, 12 de fevereiro de 2022

ATLETAS DE JIU-JITSU DESTACAM O NOME DE GRAVATÁ EM COMPETIÇÕES NO NORDESTE

Os dois talentos, que são irmãos, iniciaram no esporte aos quatro anos de idade por incentivo do pai




Em Gravatá, o jiu-jitsu tem dois representantes de peso. Os atletas, que são irmãos, Enrique Torres, de 18 anos, e Eduardo Torres, de 13, venceram campeonatos recentes e trouxeram títulos para a cidade natal.

Os dois atletas, para poderem participar de competições, são integrantes da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu - CBJJ. Essas disputas geralmente acontecem fora de Pernambuco.

Entre as vitórias recentes de Enrique Torres está o campeonato Open Olinda de Jiu-jitsu, no qual foi vice-campeão. Ele fala como foi o início dos dois no jiu-jitsu. “Começamos muito novos, com 4 anos de idade, e na minha época era mais difícil encontrar outra criança que pudesse treinar comigo, daí comecei treinando com saco de pancada. Até para competir era complicado. Já na época do meu irmão, Eduardo, a procura pelo esporte para crianças dessa idade era maior”.




O irmão mais novo de Enrique, Eduardo Torres, 13 anos, venceu a disputa mais recente em 18 segundos, na qual venceu um lutador do estado do Ceará, no campeonato chamado Circuito Khan Fighter de Verão, que aconteceu no último fim de semana, em João Pessoa, na Paraíba.

De acordo com Eduardo, “meu pai, Rodrigo Torres, começou a treinar há uns 16 anos atrás, quando ele tinha 29 anos de idade. Já eu e o Enrique começamos ainda crianças. Hoje, nós três temos títulos mundial, brasileiro, regional e pernambucano. Em um mesmo campeonato, em 2016, tanto eu, quanto meu irmão, e o nosso pai, fomos campeões”.

Enrique Torres falou sobre a dificuldade por causa da pandemia. “Por enquanto, estamos aguardando as próximas competições para participarmos, pois o aumento do número de casos de covid-19 e da influenza H3N2 obrigou a pausa nas competições. Eu inclusive acabei adoecendo após participar dessa última competição em Olinda. Essa pandemia acabou trazendo prejuízo financeiro porque já tínhamos nos preparado para viajar para algumas competições”.




Ele disse ainda que “pretendemos seguir a carreira de atleta, até porque esse é um esporte que não tem limite de idade. Trabalhamos muito nosso psicológico, pois como são competições grandes, devemos ter autocontrole. Em um desses eventos, em 2019, perdi nas quartas de final porque senti uma pressão muito grande e juntou com outras questões. No saldo final, isso pesou para o resultado”.

Os atletas concluem: “A vida de atleta é difícil e o apoio da prefeitura na divulgação e reconhecimento do atleta é muito importante. Queremos agradecer a todos da Secretaria de Turismo, Cultura, Esportes e Lazer de Gravatá, que estão dando essa força neste setor do município”.


Reportagem: Ana Paula Figueirêdo
Fotos: Ednaldo Lourenço (SECOM) e acervo pessoal

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