segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

ALTA DO MATERIAL ESCOLAR PODE CHEGAR A 30%

Pesquisas, reaproveitamento e compras coletivas são algumas das dicas do professor de Ciências Contábeis para economizar




Os gastos com material escolar vão pesar mais no bolso de pais e responsáveis. De acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), o aumento pode chegar a 30%, isso porque subiram os custos de indústrias e importadores com matérias-primas mais a variação do dólar. Para ajudar a reduzir as despesas, o contador e professor de Ciências Contábeis, Éderson Rigon, separou algumas recomendações.

“Alguns itens escolares com longa durabilidade ou pouco utilizados, podem ser reaproveitados, evitando acúmulo de materiais. Portanto, antes de sair às compras, liste todos os materiais que estão sobrando e em bom estado de conservação, minimizando o desperdício”, indica o professor.

Para quem tem filhos com idades diferentes, é possível fazer um rodízio de materiais e livros didáticos. “Também é possível compartilhar livros, mochilas e uniformes com amigos e familiares, pois além da economia, é uma forma de estimular o consumo consciente em crianças e adolescentes”, explica Éderson.

Outra dica para reduzir os gastos com o orçamento escolar é realizar compras coletivas. “As compras no atacado normalmente têm preços mais atrativos. Uma boa alternativa é conversar com os pais dos colegas dos filhos e organizar uma compra conjunta”, destaca.

O professor ressalta que a pesquisa de preços é uma importante aliada. “Para uma boa compra, faça vários orçamentos. Dessa forma é possível negociar preços, prazos e formas de pagamento. Vale lembrar que a compra à vista sempre deve ser amparada em um desconto satisfatório”, recomenda.

Realizar as compras pela internet também pode ser vantajoso, mas é preciso ficar atento ao prazo de entrega para não correr o risco de as aulas começarem sem o material ter sido entregue. “Pesquise a confiabilidade do site, a existência de lojas físicas, bem como a opinião de quem já comprou. Todas essas informações também estão disponíveis na internet”, ilustra Éderson.

Embora seja comum crianças e adolescentes terem suas preferências, Éderson Rigon orienta a não se apegar a marcas e personagens, o que pode encarecer o material. “Há uma variedade de produtos semelhantes, duráveis e de qualidade. Vale a pena pesquisar além da marca”, propõe.

Observe com cuidado a lista emitida pela escola e verifique se há algum item que não é de responsabilidade dos pais, tais como: papel higiênico, detergente, álcool, copos e talheres descartáveis, grampo e grampeador, pastas, tinta para impressora, grande quantidade de papel, entre outros. “Há uma lei federal (nº 12.886/13) que proíbe a inclusão de materiais de uso coletivo na lista. Estes materiais devem ser contemplados na mensalidade escolar”, elucida o professor.

Outro ponto de atenção é que algumas escolas cobram uma taxa extra de material que os pais não são obrigados a pagar. “Caso seja essa a opção, condicione o pagamento à disponibilização de uma lista detalhada dos materiais que justifique o pagamento da taxa”, informa o professor.

Foto: Divulgação/Freepik