sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

GILSON NETO ARTICULA AÇÕES PARA PROTEGER INDÚSTRIA TÊXTIL

Ministro do Turismo tem trabalhado para barrar acordo que pode zerar importação da produção têxtil da Coréia do Sul, Vietnã e Indonésia




Um acordo comercial entre Brasil, Coréia do Sul, Vietnã e Indonésia pode colocar em risco toda a indústria têxtil no Brasil. Com ele, as taxas de importação para o setor sairiam de 35% podendo passar para zero, facilitando assim a entrada de produtos desses países. A redução tributária impactará diretamente em toda a cadeia têxtil do Brasil podendo resultar em demissões, queda de produção e fechamento de empresas.

O Brasil é o quarto maior produtor mundial de têxteis e confeccionados. Apenas em 2016 ela totalizou uma produção anual de cerca de R$ 129,5 bilhões, o equivalente a cerca de 5,8% de toda a produção da indústria de transformação nacional, excluídas as atividades de extração mineral e construção civil.

“Caso essa alíquota seja gerada, os danos a toda a nossa indústria serão irreversíveis, deixando milhares de pessoas desempregadas. Somente o polo de Pernambuco é composto por 40 cidade e emprega 150 mil pessoas, mais que toda a indústria automobilística em nosso país e é também um importante indutor do turismo de negócios. Já falei com o ministro Paulo Guedes e ele se comprometeu a vetar essa proposta caso chegue a ele”, afirmou o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.




De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (ABIT), o acordo poderá resultar em uma redução de R$ 6,1 bilhões no PIB nacional. Um dos principais polos de produção têxtil do país, o estado de Pernambuco, com 2 mil indústrias e 260 mil trabalhadores, deve sofrer com a medida.

“Se essa redução se confirmar, o impacto em toda a nossa cadeia será significativo porque teremos uma invasão de produtos importados, dificultando a sustentabilidade da indústria têxtil em nosso país”, avaliou João Bezerra, diretor da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).