quarta-feira, 1 de setembro de 2021

ESTUDANTE DE CINEMA TEM FILME SELECIONADO PARA FESTIVAIS NA FRANÇA E ESTADOS UNIDOS

“Elos da Matriarca” retrata a avó de Thor de Moraes Neukranz, Luzinete Lupercina, ao longo de 25 anos




O estudante do curso de Cinema da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Thor de Moraes Neukranz (http://www.instagram.com/thorneukranz) teve o seu documentário “Elos da Matriarca” selecionado para a 17ª edição do Festival Brésil en Mouvements, que acontecerá de 1º a 3 de outubro, no Cinéma Les Parnassiens, em Paris, França. O documentário do pernambucano usa imagens de arquivo da família e foi filmado no bairro de Água Fria, em Recife, onde ele vive. A produção, que não conta com recursos públicos nem de empresas privadas, também foi selecionada para o First Nations Film and Video Festival, em Chicago, nos EUA, de 1º a 10 de novembro.

“Elos da Matriarca” retrata a avó de Neukranz, Luzinete Lupercina, ao longo de 25 anos, abarcando das animadas festas da família nos anos 90 até a dramática luta contra a pandemia de hoje. O filme é o trabalho de conclusão do curso do realizador que, nesta obra, mistura técnicas e estéticas audiovisuais. A fim de realizar o desejo de participar presencialmente da sessão em Paris, o estudante da UFPE está lançando uma campanha de financiamento coletivo (http://vaka.me/2339799).




Biografia – Nascido em 1991 no Recife, Thor de Moraes Neukranz é filho de um imigrante alemão branco e uma brasileira preta. Ele conta que os contrastes sociais e raciais sempre foram marcantes em sua vida e que viver por toda a vida em Água Fria, no subúrbio do Recife, inflamou seu olhar crítico.

Após três anos estudando Engenharia Agrícola e Ambiental na UFRPE, em 2014, o recifense passou a fazer parte do Coletivo Antiproibicionista de Pernambuco, que constrói o cineclube itinerante THCine. Assim começou a engajar-se na análise de documentários para a curadoria do grupo e a fazer cursos relacionados à produção audiovisual, deixando a Engenharia.

Em 2016, formou-se documentarista através da oficina da escola de cinema francesa Ateliers Varan, feita no Recife. No projeto, realizou o documentário Dibuiar, que foi selecionado para festivais franceses no ano seguinte, quando o pernambucano ingressou no curso de Cinema da UFPE.

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