terça-feira, 22 de junho de 2021

JUNHO É O MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A LEUCEMIA





A hematologista Carolina Militão, apresenta algumas das características deste tipo de câncer que atinge 10 mil pessoas por ano no Brasil

O mês de junho é dedicado à conscientização da população sobre a saúde do sangue. Chamado de Junho Laranja, o período visa informar a população sobre duas das condições mais frequentes relacionadas ao sistema sanguíneo: a anemia e a leucemia, esta por ser o tipo de câncer maligno que mais mata na infância. O INCA, Instituto Nacional do Câncer, aponta para um dado preocupante: para cada ano do triênio 2020-2022, mais de 10 mil casos novos de leucemia no Brasil serão diagnosticados, sendo 5.920 em homens e de 4.890 em mulheres. No mundo, são cerca de 257 mil casos novos de leucemia por ano. Atualmente, este é o 9º câncer mais comum no sexo masculino e o 11º no feminino. A leucemia é uma doença que não escolhe idade e quando diagnosticada no início as chances de tratamento são maiores.

“A leucemia é o câncer das células do sangue, principalmente dos leucócitos, que são fundamentais para o sistema imunológico proteger o nosso organismo contra bactérias, vírus e fungos”, explica Carolina Militão, hematologista. Os sintomas, são vários e dependem do tipo e evolução da doença. Geralmente, observa-se sintomas parecidos aos da síndrome anêmica, como fadiga, falta de ar, palpitações, claudicação, sonolência e confusão mental. Há, ainda, um comprometimento mais evidente relacionado à redução dos glóbulos brancos, causando infecções, febre, gânglios linfáticos inchados – as conhecidas ínguas, perda de peso, desconforto abdominal, ocasionado, geralmente, pelo aumento do baço e fígado, dores nos ossos e nas articulações, entre outros.

Uma vez diagnosticada a doença, em boa parte através de exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, os especialistas iniciam o tratamento. De acordo com as características clínicas de cada paciente e da idade, presença de outras doenças, capacidade de tolerar a terapia e do subtipo de leucemia, os médicos têm à disposição diversas modalidades terapêuticas, entre elas a quimioterapia e a imunoterapia. “A imunoterapia normalmente é indicada para recaída e, se bem indicada, traz resultados muito bons”, ressalta a hematologista. Quando se trata do transplante de medula óssea, este não está indicado em todos os casos, porém pode ser necessário. Carolina Militão enfatiza: “a doação de medula óssea ajuda a poder tratar aqueles pacientes que não têm potenciais doadores na família”.